Dia 18 de setembro é o aniversário de minha mãe.
Este, então, é minha pequena lembrança para ela.
Não quero aqui usar frases clichés e dizer como todos os filhos que a minha mãe é a melhor do mundo… Quero sim descrever essa mulher que como tantas outras, nasceu estrela e para brilhar.
Brilhar como estrela no céu da vida comum e das rotinas enlouquecedouras do dia a dia.
E como Maria que é, nasceu com a força, a virtude e dom de ser mulher, de ser mãe, de ser esposa, de ser filha, de ser companheira e amiga, de simplesmente ser.
Minha mãe não é minha apenas, é também de outros três filhos e todos os outros filhos que são amigos dos filhos e filhos dos amigos dos filhos.
Mãe generosa, de quatro filhos com idades que variam entre si em 15 anos, às vezes me pergunto se eu teria a raça que ela teve para nos criar e quando todos nos juntamos recordamos felizes e um pouco saudosos de momentos pregressos…
Como quando a Kika, minha irmã, andava batendo suas sandalias pelo chão, fazendo um barulho insuportável e sem parar, e as sandálias (bem como as bolas de futebol, as cornetas, os pandeiros, e qualquer brinquedo que produzisse sons irritantes ou brigas incessantes) foram para em cima do telhado…
Ou todas as brigas entre os irmãos por motivos que vão desde o brinquedo mais legal até a quantidade de amor que os pais sentiam pelos filhos…
Ou todas as vezes que ela no meio do mundo de filhos destruindo a paz e a harmonia, encostava na beira da pia e começava a cantar: “Pai celeste”…
Ou todas as vezes que ela corria deseperada e arrancava da tomada o fio do rádio (este nunca foi para o telhado), porque não aguentava o volume das músicas e das brigas…
Ou todas as vezes que ela, depois de cuidar da casa toda, das roupas, do almoço, do jantar sentava com os filhos e tomava a lição de casa… horas a fio falando sobre o descobrimento do Brasil, a tabuáda, o relevo, as plantas… e imagine tudo isso vezes quatro… Enquanto um estava fazendo complexas equações algébricas outro começava a aprender a ler e escrever…
Diz ela, que foi por causa dessa rotina, que aos 45 anos de idade, ela passou na FUVEST e quatro anos depois formou-se Enfermeira…
Sem saber que sempre foi uma grande enfermeira de almas, de todas as almas e pessoas que passaram pela vida dela…
Que sempre foi uma professora, uma professora de vida… de como viver a vida, com toda a sua simplicidade…
Ensinou e ensina os quatro filhos (e todos os outros) a viver e entender como viver com frases populares e de extrema sabedoria como:
“em louvor ao santo que se beija o altar”
“o que faz rir, faz chorar”
“sua alma, sua palma”
e tantas outras que se encaixam perfeitamente aos diferentes momentos de nossas aventuras…
Minha mãe, de amor imensurável (ela diz que seu coração tem dois átrios e dois ventrículos, um para cada filho), de carinho imenso, de exageros típicos, de delicadeza ímpar, de exemplos puros…
Minha mãe, meu porto seguro, minha certeza de amor, minha coragem nos momentos mais difíceis, minha companheira dos momentos mais marcantes, a seincera razão de eu ter me tornado a pessoa que sou e a luta real para que eu me torne uma pessoa melhor…
Como eu me orgulho dessa mulher, Estela Maria, eterna estrela do meu céu…
Sei que se um dia conseguir me tornar um quinto da mulher que ela é, estarei um pouco mais evoluída…
Mãe, minha mãe, agradeço a Deus todos os dias por ser sua filha…
Obrigada por ser minha mãe! Você com certeza é melhor mãe do mundo!
Feliz aniversário, te amo!!
1 resposta Até agora ↓
colandocaquinhos // Setembro 16, 2007 às 4:11 pm
Esta é a minha ESPOSA
Ararê